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Fonte: Space.com 🕒 Publicado em 31/10/2026 às 09:00

O 'Poltergeist' Cósmico: Estrela companheira de Betelgeuse revela segredos de sua atmosfera

Novas observações revelam que a supergigante vermelha Betelgeuse possui uma estrela companheira, apelidada de Siwarha, que atravessa sua atmosfera. O fenômeno explica variações de brilho e o comportamento incomum da estrela.

O 'Poltergeist' Cósmico: Estrela companheira de Betelgeuse revela segredos de sua atmosfera

Um visitante inesperado em Órion

A famosa supergigante vermelha Betelgeuse, localizada a cerca de 650 anos-luz da Terra no ombro da constelação de Órion, está sendo palco de um fenômeno fascinante. Pesquisadores identificaram a presença de uma estrela companheira, batizada de Siwarha — termo que significa 'seu bracelete' em alusão ao nome árabe da estrela principal —, que orbita tão próxima que atravessa as camadas externas da atmosfera da supergigante.

Dados revelam a dinâmica estelar

Utilizando o Karl G. Jansky Very Large Array e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma equipe liderada pelo MIT Haystack Observatory monitorou a estrela entre 2021 e 2026. Os dados indicam que a atmosfera de Betelgeuse altera sua forma, tornando-se elíptica quando a companheira está mais distante e arredondando-se durante a passagem de Siwarha, criando um rastro semelhante ao de uma lancha em um lago.

Recuperação após o 'Grande Escurecimento'

A pesquisa também confirmou que Betelgeuse se recuperou do histórico 'Grande Escurecimento' de 2020, evento causado por uma ejeção massiva de gás e poeira. A presença de Siwarha ajuda a solucionar mistérios de longa data sobre os ciclos de brilho da estrela, que duram aproximadamente 2.100 dias. Embora a companheira seja difícil de detectar diretamente, sua influência gravitacional e física sobre a atmosfera da supergigante é inegável.

O futuro da observação

  • O uso do Next Generation Very Large Array permitirá um monitoramento mais preciso dessas interações.
  • Estudos futuros focarão em como companheiras próximas aceleram a perda de massa em estrelas em fim de vida.
  • A descoberta ajuda a compreender a evolução final de supergigantes vermelhas antes de se tornarem supernovas.
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Por que isso é importante para a Astronomia?

Por que isso é importante? Esta descoberta é fundamental para a astrofísica estelar, pois desafia a compreensão sobre como estrelas massivas perdem massa e evoluem em direção ao seu colapso final. Ao confirmar que uma companheira pode 'tormentar' a atmosfera de uma supergigante, os cientistas ganham uma nova peça no quebra-cabeça sobre a vida e a morte das estrelas, permitindo previsões mais precisas sobre eventos explosivos como supernovas no universo.

Matéria original publicada por: Space.com. Ver publicação oficial ↗

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